Crime organizado avança 8 anos após criação do SUS da Segurança
O Senado aprovou na terça-feira (3 de novembro) a PEC da Segurança, que elevará o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) à categoria de dispositivo constitucional. Criado por lei em 2018, o sistema foi idealizado para unificar a atuação de órgãos federais, estaduais e municipais no enfrentamento ao crime organizado. Após aprovação do Senado, o texto ainda precisa ser promulgado pelo Congresso Nacional para entrar em vigor.
A transformação do Susp em norma constitucional marca uma mudança significativa na estrutura de segurança pública brasileira. Com o status constitucional, o sistema funcionará como espinha dorsal da nova política de segurança pública, conferindo à União maior capacidade para coordenar operações e estabelecer diretrizes nacionais de combate ao crime organizado em todo o território nacional.
Contudo, oito anos após sua criação, especialistas apontam que o crime organizado avançou consideravelmente no país. A aprovação da PEC ocorre em um cenário desafiador, onde o aumento da criminalidade e a sofisticação das operações de organizações criminosas colocam em questão a eficácia das políticas implementadas até o momento.
A integração entre os diferentes níveis de governo – federal, estadual e municipal – permanece como um dos principais desafios para o novo modelo constitucional. Especialistas consultados apontam que, apesar dos oito anos de funcionamento, o Susp enfrentou obstáculos significativos na coordenação entre órgãos e na padronização de ações de combate ao crime organizado nas diversas regiões do país.
A aprovação da emenda constitucional representa uma tentativa de fortalecer o sistema ao garantir sua permanência institucional e ampliar os poderes de coordenação da União. Mesmo assim, especialistas alertam que a letra da lei não resolve automaticamente os desafios operacionais, orçamentários e de inteligência que afetam as instituições de segurança brasileiras.
Fonte: G1 Política
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