Democratas vencem eleições nos EUA e conquistam controle do Congresso
O Partido Democrata registrou uma noite histórica nas eleições de meio de mandato de 2026 nos Estados Unidos. Além de recuperar o controle das duas casas do Congresso, a legenda conquistou vitórias significativas em disputas estaduais, incluindo governos e prefeituras, em regiões que votavam nos republicanos há décadas.
Analistas americanos destacaram que o resultado representa uma rejeição popular às políticas do governo de Donald Trump e ao desinteresse do Partido Republicano em exercer o controle político. Os preços dos combustíveis, impulsionados pela guerra no Irã, foram apontados como fator determinante na mudança de voto em várias regiões.
Entre as vitórias históricas, destaca-se a eleição de James Talarico, democrata de 37 anos, ao Senado pelo Texas. Talarico se tornou o primeiro democrata a conquistar uma cadeira na Câmara Alta pelo estado desde 1988. Ele derrotou a deputada federal Jasmine Crockett nas primárias democratas e manteve liderança nas pesquisas apesar de campanha de anúncios negativos financiada por Elon Musk, cujas empresas têm sede no Texas.
Na Geórgia, o senador democrata Jon Ossoff garantiu a reeleição ao derrotar o candidato republicano Mike Collins, consolidando o controle democrata no estado-chave. Ossoff, figura em ascensão na legenda, apresentou seu adversário como aliado de um “presidente fracassado” e centralizou sua campanha no aumento do custo de vida.
O resultado também trouxe mudanças sem precedentes: a eleição de um senador democrata no Kansas pela primeira vez desde 1932, a eleição de Keisha Lance Bottoms, ex-prefeita de Atlanta, como primeira mulher negra para o governo da Geórgia, e a chegada da primeira governadora latina ao Texas.
Republicanos enfrentam agora uma oposição fortalecida no Congresso, com derrotas de políticos importantes que perderam cargos e redução significativa de recursos em campanhas estaduais. O Partido Democrata consolidou sua posição após uma campanha focada na rejeição às políticas do governo anterior.
Fonte: BBC Brasil
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