Santiago Peña é preso em casa após impeachment aprovado no Paraguai
O ex-presidente do Paraguai Santiago Peña foi preso em sua residência em Assunção na sexta-feira (06/11/2026), logo após sofrer impeachment aprovado pelo Senado do país. A prisão domiciliar foi ordenada pelo Ministério Público no contexto da investigação sobre o colapso do Ueno Bank, conforme reportado pelo jornal ABC Color.
O Senado paraguaio aprovou por unanimidade a destituição de Peña, com 44 votos favoráveis e uma ausência. A votação ocorreu na mesma data em que Pedro Alliana, até então vice-presidente, prestou juramento perante o Congresso para assumir a presidência. Alliana permanecerá no cargo até agosto de 2028, quando termina o mandato.
A crise que levou ao impeachment foi desencadeada pelo envolvimento de Peña com o Ueno Bank, instituição que entrou em colapso durante essa semana. Diante da situação, o próprio Partido Colorado de Peña apoiou sua destituição, abandonando politicamente o ex-presidente.
Na quinta-feira (05/11), Peña havia solicitado uma prorrogação de 72 horas para preparar sua defesa, argumentando que recebeu uma denúncia de 15 páginas acompanhada de cerca de 300 páginas de anexos apenas na noite anterior. O pedido foi negado pelo Senado com 39 votos contra e apenas 3 a favor. Embora convocado a comparecer, Peña não compareceu e delegou sua defesa aos seus advogados.
O advogado Adolfo Ferreiro informou que, em caso de destituição, a defesa recorreria à Corte Interamericana de Direitos Humanos, alegando pouco tempo para preparação adequada e questionando as garantias de direitos ao longo do processo.
Importante ressaltar que o impeachment impede que Peña assuma a posição de senador vitalício prevista pela Constituição para ex-presidentes eleitos democraticamente. A decisão parlamentar não constitui condenação penal; eventuais responsabilidades criminais serão apuradas pela Justiça comum. A Câmara dos Deputados havia aprovado o impeachment na quinta-feira com 78 votos favoráveis.
Um pedido de impeachment também foi apresentado contra Pedro Alliana, mas foi rejeitado com 48 votos contra e 30 a favor na Câmara dos Deputados.
Fonte: BBC Brasil
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