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Vídeo de pessoas em caminhão de lixo é fake; gravação é de 2021

Vídeo de pessoas em caminhão de lixo é fake; gravação é de 2021

Uma gravação que circula nas redes sociais mostrando pessoas coletando alimentos em um caminhão de lixo foi atribuída falsamente ao governo Lula. O vídeo, publicado no X e Facebook a partir de quarta-feira (4 de novembro), traz legendas que sugerem tratar-se de um registro recente durante a atual administração federal. No entanto, a informação é falsa.

O material audiovisual é autêntico e não foi gerado por inteligência artificial, porém está completamente fora de contexto. A cena foi originalmente filmada em 28 de setembro de 2021, quando o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estava no comando do país, e não durante o mandato de Lula (PT).

As legendas que acompanham o vídeo trazem frases como: “Em Fortaleza, capital do Ceará, nordeste do Brasil, mulheres procuram comida no caminhão de lixo. @LulaOficial cadê a ajuda pra esse povo do qual você disse que tirou da pobreza?” e outras que questionam alegadamente a situação econômica sob o governo atual.

Para identificar a desinformação, a equipe de verificação utilizou ferramentas tecnológicas como InVID, que permitiu fragmentar o vídeo em imagens estáticas. Em seguida, realizou busca reversa no Google Lens. O procedimento levou ao registro original, documentado em reportagem do g1 publicada em 18 de outubro de 2021.

A gravação foi realizada na porta de um supermercado no Bairro Cocó, região nobre de Fortaleza (CE), sendo publicada nas redes sociais em 17 de outubro de 2021 pelo motorista de aplicativo André Queiroz. Um ano após os fatos, o g1 entrevistou Jocasta Batista dos Santos, uma das mulheres que aparece na filmagem, que confirmou na época ainda depender dos alimentos encontrados no caminhão de lixo.

O caso exemplifica como conteúdos reais podem ser manipulados através da remoção de contexto temporal e político, servindo para desinformar o público e atribuir responsabilidades a gestões que não as tiveram. A verificação de fatos segue essencial para combater essa prática nas redes sociais.

Fonte: G1 Politica

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