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Presidente do Paraguai renuncia após crise do banco Ueno

Presidente do Paraguai renuncia após crise do banco Ueno

O presidente do Paraguai, filiado ao Partido Colorado e aliado do ex-presidente norte-americano Donald Trump, anunciou sua renúncia na quinta-feira, dia 5 de novembro, em resposta à grave crise de solvência que afeta o banco digital Ueno. A instituição financeira congelou recursos de milhões de cidadãos paraguaios e bloqueou fundos públicos, provocando uma crise sem precedentes no sistema bancário do país.

A situação resultou também na queda do presidente do Banco Central do Paraguai, evidenciando o alcance do escândalo que envolve a instituição. O colapso do Ueno Bank deixou depositantes e órgãos governamentais sem acesso aos seus recursos, agravando a confiança no sistema financeiro nacional.

Acusados e medidas judiciais

As investigações resultaram na acusação formal de aproximadamente 27 pessoas envolvidas no escândalo. Entre os acusados está Miguel Vázquez, ex-diretor do banco digital. As acusações incluem tentativa de fraude, quebra de confiança, conduta indevida em situações de crise e violação de obrigações legais.

Durante operações de busca na mansão de Vázquez, localizada no bairro de Mbocayaty, em Assunção, investigadores apreenderam veículos de luxo, conforme informações da imprensa paraguaia. Um juiz ordenou que Vázquez e outros cinco ex-diretores da instituição cumpram prisão preventiva, sendo alojados no Centro Nacional de Detenção Provisória de Assunção e na Penitenciária Padre Juan de la Vega, distante 39 quilômetros da capital.

Dois outros acusados tiveram prisão domiciliar decretada. As medidas judiciais refletem a seriedade das investigações sobre as irregularidades que levaram ao colapso do banco e afetaram milhões de clientes e recursos públicos do país.

Fonte: BBC Brasil

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