Trump nomeia Stephen Miller como chefe de gabinete da Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (6 de novembro) a nomeação de Stephen Miller para o cargo de chefe de gabinete da Casa Branca. A decisão marca a primeira grande reformulação na equipe presidencial após as eleições de meio de mandato realizadas na terça-feira (3 de novembro), quando o Partido Republicano sofreu derrotas históricas.
Miller, que atuava como vice-chefe de gabinete, é um dos principais articuladores das políticas mais radicais do governo, especialmente nas questões de imigração. Ele assumirá o cargo em substituição a Susie Wiles, que deixa a posição após as perdas eleitorais republicanas, incluindo a perda do controle da Câmara dos Representantes e do Senado.
Wiles apresentou sua renúncia na noite de quinta-feira (5 de novembro), conforme apurado pela imprensa norte-americana. Trump informou que ela integrará o braço político de sua organização, fora da estrutura da Casa Branca, destacando que a assessora realizou um trabalho excepcional. A transição está prevista para segunda-feira (9 de novembro).
Pelas redes sociais, Wiles afirmou que servir ao presidente foi “a maior honra de uma vida” e declarou estar orgulhosa das conquistas do governo durante seu período no cargo. “Embora meu papel possa estar mudando, meu compromisso com o Presidente e com a missão jamais mudará”, completou.
A escolha de Miller reforça o posicionamento da ala linha-dura do governo na hierarquia da Casa Branca. O assessor trabalha com Trump desde a campanha presidencial de 2015 e é considerado um dos principais responsáveis pela formulação da agenda anti-imigração republicana. Durante o primeiro mandato de Trump, entre 2017 e 2021, Miller teve papel central na elaboração de medidas restritivas à imigração nos Estados Unidos.
Entre as principais iniciativas associadas ao assessor está a construção de um muro na fronteira com o México, uma das promessas de campanha do republicano. Embora a estrutura tenha sido construída em diferentes trechos da fronteira, o projeto não foi concluído conforme a proposta original.
A mudança reflete a insatisfação de Trump com os resultados das eleições, que o levou a questionar a estratégia política adotada por seus aliados durante a campanha.
Fonte: Metropoles Mundo
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