Trump acumula derrotas políticas em duas semanas nos EUA e América Latina
O presidente norte-americano Donald Trump enfrentou pelo menos três reveses significativos em sua política interna e externa nos últimos 14 dias, colocando em risco sua estratégia de recuperar a influência dos Estados Unidos no Hemisfério Ocidental.
A sequência de derrotas começou com a perda da maioria republicana no Congresso dos EUA após as eleições de meio de mandato, um golpe histórico que pode comprometer os dois últimos anos do governo Trump. Em seguida, vieram os fracassos políticos e eleitorais em nações latino-americanas que ameaçam o êxito da chamada “Doutrina Donroe” – uma estratégia de política externa que combina o nome de Donald Trump com a histórica Doutrina Monroe, do século 19, buscando aumentar a influência norte-americana na região enquanto reduz a presença chinesa.
A primeira derrota internacional ocorreu em 25 de outubro, quando o Brasil realizou o segundo turno das eleições presidenciais. Luiz Inácio Lula da Silva venceu Flávio Bolsonaro, candidato cujas relações políticas com Trump favoreceriam a expansão de influência norte-americana no país. Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio havia classificado o Brasil em junho como uma “exceção de países aliados” na região, mostrando o interesse da administração Trump na vitória de um candidato alinhado aos interesses americanos.
Durante a campanha, Flávio havia declarado intenção de classificar organizações criminosas brasileiras como terroristas e aderir ao Escudo das Américas, ambas iniciativas de Trump rejeitadas pelo governo Lula. Após a derrota, o senador brasileiro deixou o país em direção aos Estados Unidos, onde reside atualmente em Miami. Ele é investigado pela Justiça brasileira por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
A vitória de Lula frustra os planos de Trump, especialmente diante de mudanças políticas anteriores que favorceram a influência norte-americana. Nos últimos anos, governos de esquerda migraram para lideranças de direita em Panamá, Chile, Peru e Colômbia – mas esse movimento não se repetiu no Brasil, consolidando o afastamento da possível ingerência norte-americana através de Flávio Bolsonaro.
Fonte: Metrópoles Mundo
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