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Paraguai aprova impeachment de Santiago Peña por crise com banco digital

Paraguai aprova impeachment de Santiago Peña por crise com banco digital

Santiago Peña foi destituído do cargo de presidente do Paraguai nesta sexta-feira (06/11), após o Senado do país aprovar por unanimidade seu impeachment. A votação resultou em 44 votos favoráveis e uma ausência, atendendo ao requisito constitucional que exigia pelo menos 30 votos dos 45 senadores para afastar definitivamente o chefe de Estado.

O vice-presidente Pedro Alliana assumirá o cargo e completará o mandato até agosto de 2028. A decisão parlamentar impede que Peña se torne senador vitalício, conforme previsto na Constituição para ex-presidentes eleitos democraticamente, e o expõe a possíveis responsabilidades criminais perante a Justiça comum.

O impeachment foi motivado pelas acusações de envolvimento de Peña com o banco Ueno Bank, que entrou em colapso durante a semana. A crise política e financeira resultou no abandono do próprio partido do presidente, o Colorado. Segundo a imprensa local, após a aprovação do impeachment, o Ministério Público emitiu uma ordem de prisão contra o político.

Polêmica no processo

A defesa de Peña questionou a regularidade do procedimento. O advogado Adolfo Ferreiro informou que, em caso de destituição, recorreria à Corte Interamericana de Direitos Humanos, argumentando falta de tempo para preparar a defesa adequadamente. Na quinta-feira, Peña solicitou uma prorrogação de 72 horas após receber uma denúncia de 15 páginas acompanhada de cerca de 300 páginas de anexos, mas o pedido foi negado por 39 votos contra e 3 a favor.

Durante o julgamento, os senadores exigiram que Peña comparecesse pessoalmente para apresentar sua defesa, mas o presidente não compareceu, delegando a tarefa a seus advogados. Na sexta-feira, os parlamentares debateram provas e apresentaram argumentos finais antes da votação final.

Rejeição do impeachment a vice-presidente

Um pedido de impeachment também foi apresentado contra o vice-presidente Pedro Alliana, mas foi rejeitado por 48 votos a 30 na Câmara dos Deputados. A Câmara dos Deputados havia aprovado o pedido contra Peña na quinta-feira com 78 votos favoráveis.

A quinta-feira foi marcada por confrontos fora do Congresso e rumores sobre possível saída do presidente. Peña havia anunciado inicialmente sua intenção de comparecer ao julgamento, afirmando que colaboraria plenamente com as instituições competentes para esclarecer os fatos e garantir que responsáveis respondessem perante a Justiça.

Fonte: BBC Brasil

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