Flávio Bolsonaro admite falta de provas sobre fraude eleitoral e se candidata a 2030
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reconheceu não possuir evidências de irregularidades nas eleições presidenciais, mas mantém questionamentos sobre a legitimidade da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi feita em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo publicada nesta sexta-feira (6 de novembro de 2026).
Na mesma ocasião, o parlamentar sinalizou interesse em disputar a Presidência da República em 2030, desde que tenha o apoio da sigla. Flávio reside atualmente nos Estados Unidos, de onde continua contestando o resultado eleitoral de 2026.
Em suas declarações, o senador sustentou que nem ele nem Lula poderiam afirmar com 100% de certeza quem foi eleito presidente. Ao ser indagado diretamente sobre a ausência de provas, Flávio argumentou ser impossível obtê-las, justificando que investigações sobre o tema seriam proibidas no Brasil. “Não tenho provas e nem terei, porque é proibido investigar esse assunto”, afirmou.
Os números das eleições mostram que Lula recebeu 64,2 milhões de votos (51,79% dos válidos), enquanto Flávio conquistou 59,8 milhões (48,21%), uma diferença de aproximadamente 4,4 milhões de votos. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reconheceu oficialmente a vitória petista, que também foi ratificada por mais de 100 países.
O senador criticou especialmente a prorrogação do horário de votação na Bahia, determinada pelo TSE para contornar problemas em algumas seções eleitorais. A medida foi posteriormente estendida para todo o território nacional.
Flávio questionou ainda a ampliação da votação de Lula entre o primeiro e segundo turno, sugerindo manipulação. Os dados eleitorais, porém, indicam que ambos os candidatos aumentaram suas votações na segunda etapa: Lula ganhou 10,3 milhões de votos adicionais, enquanto Flávio obteve acréscimo de 3,7 milhões.
Quando questionado sobre as instituições eleitorais, o senador responsabilizou o TSE, afirmando estar “dominado” pelo governo. O tribunal é presidido pelo ministro Kassio Nunes Marques, indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e tem entre seus integrantes André Mendonça, também apontado pelo ex-mandatário.
Vale destacar que o PL, partido de Flávio, reconheceu oficialmente o resultado das urnas em nota assinada pelo presidente da legenda, Valdemar Costa Neto.
Fonte: Metrópoles Mundo
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