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Vice-premier italiano diz ter sofrido ataque hacker por apoiar Ucrânia

Vice-premier italiano diz ter sofrido ataque hacker por apoiar Ucrânia

O vice-primeiro-ministro da Itália, Antonio Tajani, confirmou neste sábado (7 de novembro) ter sido vítima de um ataque hacker. O chanceler italiano divulgou a informação através de sua conta na rede social X, alertando sobre a exposição de seus dados pessoais na dark web.

De acordo com Tajani, os criminosos cibernéticos conseguiram acessar informações pessoais suas e agora buscam obter dados adicionais. O vice-premier também revelou que os hackers estão envolvendo membros de sua família no esquema, oferecendo recompensa financeira por detalhes sobre ele e seus parentes. “Minha reação é muito simples: não me deixarei intimidar de forma alguma. Continuarei trabalhando para defender meu ministério e a Itália, fortalecerei cada vez mais os laços e a colaboração com nossos aliados para nos protegermos juntos”, declarou o chanceler na publicação.

Tajani atribui o ataque à posição política italiana em relação à Ucrânia. Segundo ele, o suporte do país europeu à nação ucraniana teria motivado o ataque. “Nossa posição sobre a Ucrânia é a razão política pela qual entrei na mira: defender a liberdade de um Estado soberano, posicionar-se de maneira clara em favor da democracia e da independência de uma nação, para essas entidades criminosas, é perigoso”, ressaltou.

O incidente ocorre em um contexto mais amplo de ataques cibernéticos na Europa. Desde segunda-feira (2 de novembro), pelo menos 9 países europeus sofreram com supostos ataques hackers direcionados a sistemas de refrigeração de supermercados. Os ataques elevaram as temperaturas dos refrigeradores para até 50°C, obrigando diversas lojas a descartar alimentos ou removê-los preventivamente dos freezers. Grandes redes como Carrefour, Ahold Delhaize, Coop, SuperValu, Intermaché e Ica registraram sistemas afetados. O comissário de agricultura da União Europeia, Christophe Hansen, classificou os incidentes como uma “tentativa deliberada” de interromper a cadeia de abastecimento alimentar e “minar a confiança dos consumidores”.

Fonte: Metrópoles Mundo

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