Santiago Peña do Paraguai: perfil político de direita conservadora
Santiago Peña, presidente do Paraguai que renunciou ao cargo na quinta-feira (5 de novembro), integra a ala política de direita do país e se posiciona como conservador nos costumes e liberal na economia.
Filiado ao Partido Colorado, oficialmente denominado Associação Nacional Republicana (ANR), Peña faz parte de uma das principais forças políticas paraguaias e uma das legendas mais tradicionais da América do Sul. A agremiação defende ideologicamente o conservadorismo, liberalismo econômico e nacionalismo paraguaio.
O mandatário foi eleito em abril de 2023, derrotando Efraín Alegre, candidato da oposição. Sucedeu Mario Abdo Benítez, também membro do Partido Colorado, que domina a política paraguaia há décadas com posições historicamente conservadoras e nacionalistas. Peña integrava o movimento interno cartista, vinculado ao ex-presidente Horacio Cartes, que apoiou sua candidatura.
Em suas manifestações públicas, Peña defendeu a manutenção de impostos reduzidos e um ambiente propício aos negócios. O político frequentemente apresentava o Paraguai como uma nação com potencial para atrair investimentos e expandir sua inserção no comércio internacional.
Apesar da identificação com a direita econômica, Peña já afirmou ser necessário conciliar a atuação do setor privado com presença estatal em áreas como saúde, educação e segurança.
Na esfera social, mantém posições conservadoras e defende valores tradicionais, especialmente relativos à família. O presidente manifestou-se contra a legalização do aborto e do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Em 2024, argumentou que a sociedade paraguaia é conservadora e que a Constituição nacional estabelece a união entre homem e mulher como fundamento familiar.
Contudo, Peña declarou que sua visão política não deve ser reduzida à dicotomia esquerda-direita. Em entrevista ao jornal argentino Clarín em 2023, reconheceu que seu perfil poderia ser visto como mais próximo da direita, porém disse defender uma política voltada ao desenvolvimento paraguaio e ao equilíbrio entre o papel estatal e a economia de mercado.
Fonte: Metrópoles Mundo
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