Durigan reconhece juros altos, mas não critica decisão do BC
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (5 de novembro) que a taxa de juros no Brasil está muito elevada, embora tenha evitado fazer críticas diretas à ação do Banco Central divulgada um dia antes.
A declaração do ministro veio após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central interromper, na quarta-feira (4), a sequência de reduções na Selic. A taxa básica de juros foi mantida estável em 13,75% ao ano.
“Eu não vou fazer esse tipo de comentário valorativo, mas, mais uma vez, a taxa de juros no Brasil é muito alta, o esforço que nós temos que fazer no governo Lula 4 é dar as condições corretas, estruturais, os corretos estímulos para que a gente diminua a taxa de juros”, declarou Durigan durante o evento.
Segundo o ministro, o governo segue empenhado em criar um ambiente econômico adequado para reduzir os juros. Durigan reafirmou o compromisso da equipe econômica em trabalhar pelo reequilíbrio das contas públicas, que enfrentam déficits sucessivos há anos.
O cenário de finanças públicas desequilibradas tem sido apontado pelo mercado financeiro como fator determinante para pressionar as expectativas inflacionárias, valorizar o dólar e, consequentemente, pressionar a taxa de juros para cima. O ministro reconheceu implicitamente essa correlação ao mencionar a necessidade de melhorar os números das contas do governo como estratégia para baixar os juros.
A fala de Durigan reflete a tensão entre o governo e o Banco Central em relação à política monetária. Enquanto o Palácio do Planalto busca um ambiente com juros menores para estimular a economia, a autoridade monetária permanece cautelosa devido às pressões inflacionárias e aos riscos fiscais.
Fonte: G1 Politica
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