Empresa de jato que levou Flávio aos EUA é investigada por lavagem de dinheiro
A empresa Baires Fly S.A, proprietária do jatinho que transportou o senador Flávio Bolsonaro (PL) da Argentina para os Estados Unidos, está sendo investigada pela Justiça argentina por suspeita de lavagem de dinheiro vinculada a um esquema de corrupção.
O senador deixou o Brasil após perder as eleições e ter seus passaportes cancelados pela Justiça. Na noite de terça-feira, 27 de outubro, Flávio cruzou a fronteira argentina pela província de Misiones às 22h50 e partiu no jato Gulfstream G400 da Baires Fly S.A. às 23h30. O voo fez uma escala no Equador antes de chegar aos Estados Unidos, onde o senador viajava acompanhado de sua esposa e filhas.
Conforme confirmado pelo governo de Javier Milei, a empresa agora é alvo de investigação criminal na Justiça Federal de Buenos Aires. Os promotores alegam que a companhia recebeu transferências de recursos provenientes de distribuidoras de medicamentos envolvidas no escândalo, sendo suspeita de ter emitido notas fiscais fictícias de serviços aeronáuticos para justificar os valores recebidos.
A investigação está vinculada ao caso conhecido como Escândalo Andis, envolvendo a Agência Nacional de Discapacidade da Argentina. O Ministério Público Fiscal acusa ex-funcionários, empresários e intermediários de participarem de um esquema que incluía direcionamento ilegal de contratos públicos, simulação de concorrência, sobrepreços em medicamentos e pagamento de propinas durante 2025.
Um dos personagens centrais do caso é Diego Spagnuolo, ex-advogado do presidente Milei que era diretor da Andis. Áudios divulgados em agosto de 2025 revelam supostas cobranças de propinas em contratos de medicamentos, com menções a Karina Milei, irmã do presidente e secretária-geral da Presidência argentina.
Segundo a acusação, a distribuidora Suizo Argentina e outras empresas se beneficiaram das irregularidades, enquanto recursos públicos foram desviados para pagamentos ilegais. O caso permanece em fase de investigação criminal.
Fonte: Metropoles Mundo
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