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Pai de copilota brasileira morta em queda de jato nos EUA destaca heroísmo da filha

Pai de copilota brasileira morta em queda de jato nos EUA destaca heroísmo da filha

Allan Filgueiras, pai da brasileira Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos, expressou orgulho da atuação de sua filha nos momentos finais antes da queda de um jato na Flórida. Durante entrevista coletiva realizada na sexta-feira (6/11), o pai destacou a coragem demonstrada pela jovem diante da emergência.

“Ela me mostrou o que é ser um herói”, afirmou Filgueiras. Segundo o pai, muitos profissionais experientes não conseguem lidar adequadamente com situações de crise, mas Nathalia permaneceu lutando até o último minuto. “Quando você vê aquilo acontecendo, muitos dos grandões, militares ou quem quer que sejam, não conseguem lidar com a situação. E ela estava lá, até o último minuto, lutando”, declarou.

Nathalia atuava como copilota de um Learjet 60 que caiu no domingo (1º/11) em uma área residencial do condado de Palm Beach, Flórida. O acidente provocou uma explosão e deixou nove pessoas mortas. As causas da queda ainda são investigadas pelas autoridades norte-americanas.

Allan relatou ter analisado diversas vezes as gravações da comunicação entre a tripulação e os controladores de tráfego aéreo nos instantes anteriores à tragédia, na tentativa de encontrar pistas que ajudassem a esclarecer o ocorrido. Conforme o pai, a filha era profundamente apaixonada pela aviação e considerava privilégio trabalhar com sua paixão.

Trajetória na aviação

Nathalia nasceu em Miami, crescendo em uma família brasileira. Iniciou seus estudos de pilotagem em 2020, ainda cursando o segundo ano do ensino médio. Influenciada pelo pai, que começou a pilotar como lazer em 2018, conquistou sua licença de piloto particular em setembro de 2023, aos 17 anos, ainda sem ter tirado a carteira de motorista.

Filgueiras relembrou os momentos em que voava com a filha: “Quando voávamos juntos, eu costumava instruí-la. Depois, ela se tornou minha instrutora. Ela dizia: ‘Pai, não estou sendo tão exigente com você quanto você era comigo’. E eu respondia: ‘Pode ser exigente comigo'”. A jovem demonstrava grande domínio técnico e responsabilidade com a profissão que escolhera.

Fonte: Metrópoles

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