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Azerbaijão e Armênia negociam detalhes de acordo de paz de 2025

Azerbaijão e Armênia negociam detalhes de acordo de paz de 2025

Azerbaijão e Armênia prosseguem em negociações para implementar o acordo de paz assinado em agosto de 2025 com mediação dos Estados Unidos. O embaixador do Azerbaijão no Brasil, Rashad Novruz, confirmou o avanço nas discussões durante evento em Brasília na quinta-feira (5 de novembro).

Conforme explicou o diplomata, negociadores dos dois países debatem questões cruciais como delimitação de fronteiras e reabertura de rotas comerciais regionais que foram interrompidas durante décadas de confronto. Novruz destacou o momento atual como a melhor janela para alcançar uma paz permanente no Cáucaso, ressaltando que Azerbaijão e Armênia nunca estiveram tão próximos em negociações, com diálogos contínuos entre equipes de ambas as nações.

Histórico do conflito

A região autônoma de Nagorno-Karabakh, localizada no sul do Cáucaso dentro do território do Azerbaijão e reconhecida pela ONU como parte integrante do país, era historicamente habitada por armênios étnicos. O primeiro conflito eclodir no fim da década de 1980, desencadeado principalmente por uma votação do parlamento de Nagorno-Karabakh que buscava a unificação com a Armênia. Um cessar-fogo foi estabelecido em 1994 com mediação russa, resultando no controle armênio sobre a região.

A segunda guerra de Nagorno-Karabakh iniciou em 2020, quando o Azerbaijão lançou operação militar para recuperar territórios perdidos nos anos 1990. Três anos depois, forças azerbaijanas executaram ofensiva para conquistar a área anteriormente ocupada por armênios étnicos. A operação resultou no deslocamento de mais de 100 mil armênios, que buscaram abrigo principalmente na Armênia, conforme dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.

Com o acordo de paz intermediado pelo governo Donald Trump, as duas nações avançaram em discussões subsequentes para encerrar definitivamente o conflito envolvendo Nagorno-Karabakh, também chamada de Artsakh pelos armênios da região.

Fonte: Metropoles Mundo

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