Israel valida eleições após auditoria e descarta fraude eleitoral
A Comissão Eleitoral Central de Israel finalizou nesta quarta-feira (4 de novembro) uma auditoria abrangente em 9.069 seções eleitorais e concluiu não haver evidências de fraude que comprometam a integridade dos resultados das eleições. A decisão foi aprovada com 15 votos a favor, 2 contra e 14 abstenções.
Apesar da validação oficial dos números, o ministro da Segurança Nacional Itamar Ben-Gvir rejeitou os resultados e solicitou a prisão de líderes de partidos árabes-israelenses. Ben-Gvir, conhecido por posições extremistas contra os palestinos, questiona a legitimidade da participação das legendas árabes no processo eleitoral. Os partidos árabes conquistaram uma presença recorde no Parlamento e podem ser determinantes nas negociações para formação da próxima coalizão governamental.
O cenário reflete a profunda divisão política em Israel, onde nenhum bloco conseguiu maioria suficiente para governar sozinho no Parlamento de 120 cadeiras. A contestação ocorre em momento crítico para o país.
O líder da oposição, Gadi Eisenkot, ex-comandante das Forças Armadas, acusou o primeiro-ministro Benyamin Netanyahu de tentar enfraquecer instituições democráticas e incentivar hostilidade contra representantes eleitos. Durante evento em homenagem ao ex-premiê Yitzhak Rabin, assassinado em 1995, Eisenkot afirmou que impedirá a condução de Israel rumo a uma ruptura democrática. O oposicionista também advertiu Netanyahu sobre possível início de novo conflito contra o Irã em parceria com o presidente americano Donald Trump.
Netanyahu mantém o recorde de premiê com mais tempo no cargo na história israelense, tendo governado em diferentes períodos ao longo de quase duas décadas. Com a ausência de maioria definida, o presidente Isaac Herzog iniciou rodada de consultas com representantes dos partidos para discutir a composição do novo governo.
Fonte: Metropoles Mundo
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