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Trump minimiza risco de impeachment após derrota nas midterms

Trump minimiza risco de impeachment após derrota nas midterms

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (4 de novembro) que um eventual processo de impeachment contra ele poderia “destruir” o Partido Democrata. A declaração foi feita em entrevista no salão de baile da Casa Branca, um dia após os republicanos perderem o controle da Câmara dos Representantes e do Senado nas eleições legislativas.

“Acho que isso destruiria o Partido Democrata. Impeachment sem motivo. O quê? Por termos um país bem-sucedido? Nosso país está mais bem-sucedido agora do que em qualquer outro momento da história”, declarou Trump na ocasião.

As eleições de meio de mandato ocorreram na terça-feira (3 de novembro), com os democratas conquistando o controle de ambas as Casas do Congresso norte-americano. A mudança na composição do Legislativo abre caminho para que o partido de oposição tenha mais poder para barrar propostas do governo, ampliar a fiscalização sobre a administração Trump e realizar investigações parlamentares sobre integrantes do executivo.

Ao comentar a nova configuração política, Trump afirmou que acredita ser possível trabalhar com membros do partido adversário, mas ressaltou que poderá usar o poder de veto caso discorde das propostas apresentadas. “Eu provavelmente vou me dar bem com os democratas, a não ser que eles queiram ser destrutivos. Mas eu tenho poder de veto. Se não gostar do que eles estão fazendo, vamos lidar com isso. Eles já ligaram, querem conversar sobre as coisas, e tudo bem”, informou.

Para que um impeachment seja efetivado, são necessárias etapas específicas: a Câmara dos Representantes aprova a acusação, enquanto o Senado é responsável pelo julgamento e eventual condenação. Portanto, mesmo com a maioria democrata na Câmara, a aprovação no Senado seria necessária para uma possível condenação.

Trump também atribuiu o desempenho inferior dos republicanos ao fato de seu nome não estar nas urnas. O presidente citou a grande participação popular nos comícios de campanha e afirmou não ter conseguido transferir o apoio recebido aos candidatos do partido. “Se eu estivesse na cédula, teríamos ganhado. Vocês viram as pessoas, tinha milhares e milhares de pessoas em todos os comícios”, salientou.

Além das vagas no Legislativo federal, os eleitores escolheram governadores em 36 dos 50 estados. Democratas conquistaram 22 governos estaduais, enquanto republicanos venceram em 12. Entre os estados que trocaram de mãos estão Geórgia, Iowa, Texas, Ohio e Nevada, que eram anteriormente governados por republicanos.

Fonte: Metrópoles Mundo

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