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Supermercado é processado por obrigar funcionários a usar uniforme com ’22’

Supermercado é processado por obrigar funcionários a usar uniforme com ’22’

Uma rede de supermercados na Bahia virou alvo de ação judicial do Ministério Público do Trabalho (MPT-BA) por uma acusação que mistura dress code corporativo e política. Segundo o Metrópoles, a empresa teria obrigado seus funcionários a vestirem uniformes estampados com o número ’22’ — associado diretamente a um candidato nas eleições.

O órgão alega que a prática configuraria propaganda política velada, usando os colaboradores como outdoors ambulantes durante o expediente. A questão vai além da liberdade de expressão individual: segundo o MPT, ninguém deveria ser forçado a exibir símbolos políticos no ambiente de trabalho, especialmente quando isso fere a neutralidade que empresas deveriam manter em períodos eleitorais.

Suspensão dos uniformes na mira

Na ação, o Ministério Público do Trabalho pede que a Justiça determine a suspensão imediata do uso desses uniformes pela rede. A argumentação é de que a imposição viola direitos trabalhistas básicos e transforma empregados em ferramentas de campanha política sem seu consentimento — prática vedada pela legislação eleitoral e trabalhista brasileira.

O caso levanta discussões sobre os limites entre a identidade visual corporativa e o uso político de símbolos no universo empresarial. Até o fechamento desta matéria, segundo o portal Metrópoles, não havia informações sobre resposta oficial da rede de supermercados envolvida ou decisão judicial preliminar sobre o pedido de suspensão dos uniformes.

Fonte: Metropoles Geral

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