PGR analisa pedido de quebra de sigilo de instituto ligado a Mendonça
A Procuradoria-Geral da República (PGR) está avaliando um pedido feito pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) para quebrar os sigilos bancário e fiscal do Instituto Iter, organização ligada ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles nesta terça-feira.
Segundo a coluna de Andreza Matais, o parlamentar petista solicitou que a Procuradoria investigue as movimentações financeiras do instituto, que tem vínculo direto com o magistrado. O pedido levanta questionamentos sobre a origem e o destino dos recursos movimentados pela entidade.
O que se sabe sobre o caso
O Instituto Iter é uma organização sem fins lucrativos que foi fundada por André Mendonça antes de ele assumir o cargo no Supremo. A instituição atua em áreas ligadas a educação e projetos sociais, mas agora está no radar de investigações após o pedido formal do deputado fluminense.
Lindbergh Farias argumenta que há necessidade de transparência nas contas da entidade, especialmente considerando a posição de destaque ocupada por Mendonça na corte máxima do país. A PGR ainda não se manifestou publicamente sobre o andamento da análise nem sobre os critérios que serão adotados para decidir se acata ou não a solicitação.
Possíveis desdobramentos
Caso a Procuradoria-Geral decida pela quebra de sigilo, todos os registros bancários e fiscais do Instituto Iter poderão ser acessados pelas autoridades competentes. Isso incluiria extratos de contas, declarações de imposto de renda da entidade e documentos que comprovem doações, despesas e investimentos realizados ao longo dos últimos anos.
Por enquanto, o pedido segue em análise interna na PGR, e não há previsão de quando uma decisão será tomada. A notícia foi originalmente publicada pelo Metrópoles, que acompanha os bastidores políticos de Brasília.
Fonte: Metropoles Geral
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