Lula comemora vitória nas eleições e cita derrotas de Netanyahu e Trump
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta quinta-feira (5 de novembro) que sua reeleição no segundo turno das eleições presidenciais brasileiras representa uma vitória para o mundo. A afirmação do mandatário brasileiro veio acompanhada de observações sobre perdas políticas simultâneas de líderes internacionais.
Lula destacou que na mesma semana de sua vitória eleitoral, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o presidente norte-americano Donald Trump sofreram derrotas significativas em seus respectivos parlamentos. “Foi uma vitória não para o Brasil, foi uma vitória para o mundo. Mas coisa importante é que na mesma semana que eu ganhei, o Netanyahu perdeu em Israel e me parece que o meu amigo Trump está perdendo nos Estados Unidos”, afirmou o presidente.
O chefe de Estado brasileiro venceu a disputa eleitoral de 25 de outubro contra Flávio Bolsonaro (PL), conquistando 51,79% dos votos válidos. Nos Estados Unidos, o Partido Democrata conquistou na madrugada de 4 de novembro a maioria no Senado norte-americano, revertendo sete cadeiras que eram controladas pelos republicanos nos estados do Texas, Kansas, Ohio, Iowa, Maine, Carolina do Norte e Carolina do Sul. A legenda também manteve outras 12 cadeiras que ocupava. Subsequentemente, o Partido Republicano perdeu também o controle da Câmara dos Representantes, alterando drasticamente o equilíbrio de poder em Washington.
Em Israel, a coalizão governista de Netanyahu perdeu a maioria no Parlamento e obteve apenas 53 cadeiras, enquanto a oposição liderada por Gadi Eisenkot conquistou 48 assentos. Como o Knesset possui 120 cadeiras no total, é necessário que uma coalizão detenha ao menos 61 assentos para formar um novo governo. Antes da eleição, Netanyahu dispunha de 63 cadeiras.
Lula também teceu críticas a Flávio Bolsonaro, descrevendo-o como “pé-frio” por ter desembarcado nos Estados Unidos logo antes da derrota eleitoral de Trump. Flávio desembarcou em Miami na semana passada, após sair do Brasil e passar pela Argentina, descumprindo ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes que o proibia de deixar o país. Em cartas divulgadas após fugir, Flávio não reconheceu o resultado das eleições, alegou suposta fraude e se autodenominou “verdadeiro presidente” e posteriormente “líder do Brasil”.
Fonte: G1 Politica
Publicar Comentário