Ameaças de bomba forçam pousos de emergência em voos europeus
Múltiplos voos na Europa foram alvo de ameaças de bomba na quinta-feira (5 de novembro de 2026), resultando em desvios de rotas e pousos de emergência em aeroportos e bases militares. As autoridades confirmam que nenhum explosivo foi encontrado após as buscas realizadas nas aeronaves.
Um Airbus A320 da Aer Lingus, que decolou de Dublin com destino a Roma, precisou ser desviado para a base aérea de Évreux, no norte da França. A companhia aérea confirmou que o voo EI402 pousou em segurança e trabalha na reacomodação dos passageiros em voos para seus destinos finais.
A Finnair também registrou ameaça de bomba em aeronave que viajava de Helsinque para Roma. O avião foi escoltado por caças da Força Aérea e pousou conforme programado. Na República Tcheca, autoridades receberam ameaças contra quatro voos com destino a Praga, e testes de detecção de explosivos retornaram resultados negativos.
O episódio se repete poucos dias após oito voos europeus, incluindo dois partindo do Reino Unido, terem sofrido ameaças similares no início da semana, sem que explosivos fossem localizados.
A secretária de Transportes do Reino Unido, Heidi Alexander, classificou os incidentes como “ameaças falsas e maliciosas”. O governo britânico afirmou levar as ameaças a sério, mas reconhece seu caráter infundado.
Diversos voos foram impactados: Aegean (Tessalônica-Milão), Ryanair (Porto-Milão, Copenhague-Sófia, Madri-Sófia, Londres-Sófia), Wizz Air (Milão-Bucareste, Milão-Varsóvia desviado para Viena) e LOT (Varsóvia-Bruxelas). A Wizz Air reafirmou que seu desvio seguiu protocolos de segurança estabelecidos.
Em Bucareste, quase 200 passageiros foram retirados do voo Wizz Air WM3064 (Milão-Bucareste) após ameaça durante o trajeto. O avião pousou com segurança no Aeroporto Internacional Henri Coandă às 11h08 (horário local), e procedimentos de emergência foram acionados em cooperação com instituições estatais.
Na segunda-feira, um voo da Wizz Air partindo de Luton, em Londres, com destino a Sófia foi escoltado por caça húngaro até Budapeste após ameaça de bomba. Autoridades dos aeroportos implementam medidas específicas previstas em protocolos e estabelecem unidades de gestão de crise para lidar com as situações.
Fonte: BBC Brasil
Fonte: BBC Brasil
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