STF nega mandado contra Flávio Bolsonaro; senador deixa Brasil
O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou nota na quarta-feira (28 de outubro) negando a existência de qualquer mandado de busca e apreensão direcionado ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e seus endereços. Segundo a corte, não há decisão judicial nesse sentido, tampouco realização de operações policiais contra o parlamentar.
A corte retificou informações divulgadas anteriormente, esclarecendo que o senador não foi efetivamente alvo de ação da Polícia Federal relacionada a buscas em residências.
Saída do país
Flávio Bolsonaro deixou o Brasil na terça-feira (27 de outubro), após o ministro Alexandre de Moraes determinar a entrega de seus passaportes. Na quarta-feira (28), o senador e sua família viajaram para os Estados Unidos. O voo decolou de Brasília às 6h22, partindo da Argentina com breve escala no Equador, com destino a Miami. A previsão de chegada ao aeroporto Opa-locka Executive era por volta das 10h40.
O governo dos EUA confirmou que emitiria vistos para Flávio e sua família, permitindo a entrada no país. O presidente Donald Trump reafirmou, sem apresentar provas, alegações de fraude na eleição brasileira que Flávio perdeu para Lula, e declarou aprovar a ida do senador aos Estados Unidos.
Investigações em andamento
Flávio Bolsonaro permanece alvo de investigações que tramitam no STF envolvendo duas principais linhas de apuração. A primeira, sob relatoria do ministro André Mendonça, investiga possíveis irregularidades no financiamento do filme “Dark Horse”, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A apuração examina repasses realizados por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, à produção cinematográfica.
A segunda investigação, sob condução do ministro Alexandre de Moraes, apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo uma casa de apostas. A Polícia Federal quebrou sigilo telemático do advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio, e encontrou correspondências eletrônicas indicando que o senador foi cadastrado como “usuário master” de conta bancária da empresa Alcazar Holdings, pertencente a Tomaz. A PF identifica indícios de vínculo de controle ou propriedade da Rede Loto, primeira empresa autorizada pela Loterj a explorar apostas esportivas de cota fixa no Rio de Janeiro.
Fonte: G1 Politica
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