Aliado de Trump afirma que EUA autorizou asilo político a Flávio Bolsonaro
O advogado mexicano Simón Levy declarou nesta terça-feira (27 de outubro) que o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou a concessão de asilo político ao senador Flávio Bolsonaro (PL). A afirmação foi feita através de publicações em redes sociais, onde Levy também acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de conduzir o Brasil em direção a um regime autoritário.
Contudo, o advogado mexicano não apresentou documentação que comprove a autorização do benefício. Em sua mensagem, Levy escreveu: “Posso confirmar que o governo do Presidente Trump autorizou a concessão de asilo político a [Flávio Bolsonaro] nos Estados Unidos. O regime autoritário do Brasil ficará furioso”.
Na mesma publicação, Levy argumentou que o presidente Lula teria seguido orientações do ex-presidente mexicano Andrés Manuel López Obrador, a quem atribuiu influência sobre a política brasileira. Segundo o mexicano, a administração petista estaria implementando medidas cada vez mais autoritárias para prender o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Levy informou previamente que Flávio deixou o Brasil e chegou aos Estados Unidos em segurança, e alegou que uma operação americana estaria em curso para proteger o senador.
Quem é Simón Levy
Simón Levy é um advogado e empresário mexicano que ocupou cargos públicos no México antes de se apresentar como aliado do presidente Trump e do movimento Make America Great Again (MAGA). Em 2018, assumiu a Subsecretaria de Planejamento e Política Turística durante a gestão de Andrés Manuel López Obrador, cargo que deixou em abril de 2019. Também atua na área de relações comerciais entre México e China.
Liderança da oposição desde os EUA
Levy afirmou que Flávio deverá assumir a liderança da oposição ao governo Lula a partir dos Estados Unidos. Em artigo publicado na segunda-feira (26 de outubro), intitulado “Operação Alba”, o mexicano relacionou a saída do senador a uma disputa política mais ampla na América Latina. “Flávio Bolsonaro está deixando o Brasil e liderará a resistência a partir dos Estados Unidos”, afirmou.
O advogado também sustenta que Washington poderá ampliar pressão sobre o Brasil mediante medidas econômicas, citando Venezuela, Cuba e México como países no centro de uma estratégia americana de ampliação de influência regional. “Washington está intensificando suas ações na Venezuela, em Cuba e no México, e apertando o Brasil onde mais dói: no bolso”, escreveu Levy.
Marco Rubio como articulador
Em outra publicação, Levy atribuiu ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, a articulação da suposta operação envolvendo Flávio Bolsonaro. “O cérebro por trás dessa operação é o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio”, declarou o mexicano nas redes sociais. Contudo, Levy não apresentou documentos ou evidências públicas que comprovem o envolvimento de Rubio, nem detalhou quais órgãos americanos estariam envolvidos ou se haveria participação formal do governo Trump.
As declarações de Simón Levy sobre a situação de Flávio nos Estados Unidos ainda dependem de confirmação oficial por parte dos governos americano e brasileiro.
Fonte: Metropoles Mundo
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