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EUA oferece US$ 20 milhões por informações sobre programa nuclear do Irã

EUA oferece US$ 20 milhões por informações sobre programa nuclear do Irã

Os Estados Unidos anunciaram uma recompensa de até US$ 20 milhões para quem fornecer informações sobre o programa nuclear iraniano. A iniciativa, divulgada nesta sexta-feira (6 de novembro) pela organização Rewards for Justice, vinculada ao Departamento de Estado americano, inclui a possibilidade de relocação segura de possíveis informantes.

A medida busca dados sobre instalações nucleares, equipamentos, cientistas e outras pessoas ligadas às atividades atômicas do Irã, além de informações sobre a movimentação de materiais e indivíduos envolvidos nessas operações. A oferta surge em contexto de escalada militar na região, com o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã tendo iniciado em 28 de fevereiro de 2026.

O programa nuclear iraniano permanece como ponto central das tensões internacionais há anos. Washington e Israel utilizam o desenvolvimento atômico de Teerã como justificativa para as operações militares em curso, além de esforços diplomáticos para impedir que o país desenvolva armamento nuclear.

Nível de enriquecimento preocupa comunidade internacional

Conforme informou a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) em 2025, o Irã enriquecia urânio a 60% de pureza. Este percentual aproxima-se dos 90% necessários para produção de urânio com grau militar. Especialistas da Rewards for Justice alertam que, caso o material receba enriquecimento adicional, a quantidade acumulada poderia ser suficiente para fabricar múltiplas armas nucleares.

O Irã permanece como único país sem reconhecimento internacional de arsenal nuclear que produz urânio neste nível de enriquecimento. Embora represente preocupação para organismos internacionais, especialistas ressalvam que o enriquecimento a 60% não indica, necessariamente, que o país possua bomba atômica funcional.

A medida dos Estados Unidos ocorre simultaneamente a negociações internacionais que buscam encerrar o conflito regional e conter o avanço do programa atômico iraniano.

Fonte: Metrópoles

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