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Senado do Paraguai rejeita prazo e votará impeachment de Peña

Senado do Paraguai rejeita prazo e votará impeachment de Peña

O Senado do Paraguai negou o pedido de prorrogação apresentado pelo presidente Santiago Peña para que tivesse mais tempo de apresentar sua defesa no processo de impeachment. A decisão foi comunicada pelo presidente do Congresso paraguaio, Basílio Nuñez, que determinou que o presidente ou seu representante comparecerá presencialmente ao congresso em apenas 30 minutos para o julgamento.

A negativa do Senado ocorre em meio à crise que envolve a dissolução do Banco Ueno, instituição que deixou parte da população paraguaia sem acesso a seus recursos financeiros. Peña havia solicitado uma extensão de 72 horas para se preparar para o julgamento, mas a câmara alta rejeitou categoricamente o pedido.

A Câmara dos Deputados aprovou a abertura do processo de impeachment por unanimidade, com 78 votos, mesmo depois que Peña anunciou sua renúncia ao cargo. A oposição parlamentar suspeita que a renúncia foi uma manobra estratégica para manter o foro privilegiado e garantir um mandato de senador vitalício, privilégio concedido a ex-presidentes no Paraguai.

O impeachment foi solicitado por 35 deputados que acusam Peña de envolvimento direto com o colapso do Banco Ueno. De acordo com a documentação, o presidente era acionista do grupo controlador do banco até 2025. Os parlamentares afirmam que Peña alterou leis de conflito de interesses e permitiu que bilhões de guaranis em garantias do Instituto de Segurança Social (IPS) fossem concentrados na instituição financeira, ultrapassando limites legais estabelecidos.

Entre as acusações está também a nomeação de Carlos Cavallo, ex-presidente da Financeira Ueno, para presidir o Banco Central do Paraguai. Cavallo deixou o cargo após a crise e os protestos que tomaram conta do país. Para destituir Peña, serão necessários votos de dois terços dos senadores presentes na votação.

O Ministério Público paraguaio abriu investigação formal contra o presidente, apurando possível enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro, corrupção, fraude administrativa e tráfico de influência ligados ao Banco Ueno.

Fonte: Metropoles Mundo

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