Economista nega contato com Lula sobre proposta de novo órgão fiscal
O economista André Lara Resende negou nesta quarta-feira (5 de novembro) ter mantido conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre propostas econômicas. Segundo ele, informações que circulam sobre encontros marcados com o mandatário foram “plantadas para queimar alguém que defendeu a proposta”.
Resende, que presidiu o BNDES por oito meses em 1998 durante o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e dirigiu o Banco Central entre 1985 e 1986 na administração José Sarney (MDB), vem sendo alvo de discussões intensas sobre sua atuação econômica.
A repercussão começou após publicação de um artigo na plataforma Substack, no meio de setembro, onde o economista propôs a criação de um novo órgão para gerenciar as políticas monetária e fiscal. O texto gerou grande repercussão e tornou-se foco de debate sobre o horizonte econômico do quarto mandato petista.
Em entrevista à BBC News Brasil, Resende explicou os objetivos de sua proposta. “O artigo buscava responder por que a taxa básica de juros é extraordinariamente alta no Brasil e como escapar dessa armadilha”, afirmou o economista. Ele ressaltou que não ignora os problemas estruturais da economia brasileira.
“Não significa subscrever que o país não tem problemas com gastos públicos e tributação, mas não são eles que estão criando o problema do déficit fiscal brasileiro”, completou Resende durante a entrevista concedida nesta quarta-feira (5/11).
O economista manifestou surpresa com o impacto causado por seu artigo. Segundo ele, não esperava que o texto publicado na newsletter da plataforma Substack geraria tantas discussões e polêmicas meses depois de sua publicação. A proposta segue pautando o debate sobre as prioridades econômicas da atual administração federal.
Fonte: G1 Politica
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