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Democratas no Congresso dos EUA podem pressionar deportação dos Bolsonaro

Democratas no Congresso dos EUA podem pressionar deportação dos Bolsonaro

A vitória expressiva do Partido Democrata nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos pode trazer implicações políticas significativas para a família Bolsonaro. Com a conquista da maioria na Câmara dos Representantes e no Senado, os democratas ganharão maior poder de fiscalização sobre o governo Trump e poderão abrir investigações sobre a atuação de autoridades norte-americanas em casos envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL).

Derrota republicana no Legislativo

Os democratas conquistaram pelo menos 18 cadeiras a mais na Câmara e sete no Senado, revertendo a maioria republicana nas duas Casas. A partir de janeiro de 2027, quando novos parlamentares tomam posse, o partido terá o controle do Legislativo federal. A vitória atingiu redutos tradicionais republicanos, como o Texas, onde elegeram James Talarico para o Senado e Gina Hinojosa para o governo estadual, encerrando décadas sem um democrata no comando do estado.

Investigações sobre Flávio Bolsonaro

Com a nova composição do Congresso, abre-se caminho para fiscalização mais rigorosa da relação entre integrantes do governo Trump e a família Bolsonaro. A deputada democrata Pramila Jayapal prometeu investigar a eventual participação do governo norte-americano na fuga de Flávio do Brasil, além da atuação da Meta durante as eleições presidenciais vencidas por Lula.

Jayapal é signatária de uma carta enviada por 25 congressistas dos EUA ao secretário de Estado Marco Rubio, cobrando explicações sobre a fuga e entrada de Flávio no território norte-americano. O Departamento de Estado tinha até 13 de novembro de 2026 para responder formalmente a 15 perguntas feitas pelos parlamentares.

O que o Congresso pode fazer realmente

Porém, a vitória democrata não garante deportação dos irmãos Bolsonaro. O Congresso não possui poder direto para determinar deportações de estrangeiros. A política migratória é conduzida pelo Poder Executivo, por meio de órgãos como o Departamento de Segurança Interna. Trump continua no comando da Casa Branca e mantém as atribuições sobre imigração.

Conforme explica a professora de direito internacional Elaini Silva, embora o Poder Legislativo não atue diretamente na decisão, nada impede que exerça pressão por meio da fiscalização da aplicação adequada da legislação ou investigação de desvios de finalidade das regras previstas. Com maioria nas duas Casas, os democratas terão mais força política para convocar autoridades, solicitar documentos e abrir investigações sobre a atuação do governo estadunidense.

Contexto político

Trump se tornou principal aliado internacional da família Bolsonaro, declarando que Flávio pode permanecer nos EUA pelo tempo que desejar e concedendo green card a Eduardo em julho de 2026. O silêncio dos irmãos sobre a derrota de Trump chama atenção diante dessa proximidade política. Brasileiros já fizeram campanhas nas redes sociais para pressionar parlamentares democratas, com a hashtag #DeportTheBolsonaros chegando aos assuntos mais comentados no X.

Fonte: Metropoles Mundo

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