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Ricardo Nunes diz que TSE definiu presidente após carta golpista de Flávio

Ricardo Nunes diz que TSE definiu presidente após carta golpista de Flávio

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), aliado político de Flávio Bolsonaro, manifestou-se sobre a situação do senador após sua fuga para os Estados Unidos. Nunes enfatizou a necessidade de respeitar a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pediu serenidade diante dos acontecimentos.

Em nota, Nunes declarou que “o TSE já definiu o novo presidente e precisamos ter serenidade diante do resultado”. O prefeito também afirmou que compete ao vencedor governar visando melhorar a economia e a qualidade de vida, enquanto à oposição cabe o papel de fiscalização, considerando que recebeu cerca de 60 milhões de votos.

Lula reeleito com maioria expressiva

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conquistou a reeleição com 64.256.232 votos, representando 51,79% dos votos válidos. A vantagem sobre Flávio Bolsonaro foi de 4,4 milhões de votos. A eleição ocorreu no último domingo, dia 25 de outubro.

Posição de Tarcísio

O governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) também se pronunciou, respeitando o resultado eleitoral e pedindo que Flávio siga em frente. Tarcísio reconheceu os sentimentos do senador, mas enfatizou que “o caminho é respeitar o resultado das urnas”. O governador destacou que o momento exige responsabilidade e construção de uma oposição forte dentro das instituições democráticas.

Carta com teor questionável

Flávio Bolsonaro divulgou uma carta afirmando estar seguro nos Estados Unidos ao lado da família. No documento, sem apresentar provas, o senador alegou fraude eleitoral e questionou a legitimidade do resultado. Na versão inicial, denominava-se “verdadeiro presidente do Brasil” e “presidente eleito”, posteriormente substituindo as expressões por “líder do Brasil”.

A carta também incluiu críticas ao Judiciário, menção a um suposto “regime de exceção” e alegações de perseguição política contra sua família. Flávio negou que sua saída do país represente fuga, comparando-a a exílios políticos históricos.

Contestação de decisões eleitorais

O senador questionou o resultado, citando uma “impossibilidade matemática” na votação e contestando decisões da Justiça, especialmente do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Zanin determinou extensão de duas horas do horário de votação devido a problemas no transporte público de eleitores e condições climáticas.

Na carta, Flávio defendeu a cassação da chapa eleita de Lula e Geraldo Alckmin, afirmando que liderará a oposição a partir do exterior. Sua posição contrasta com o reconhecimento oficial do resultado pelo PL, partido ao qual é filiado, que pediu esclarecimentos à Justiça Eleitoral.

Fonte: G1 Politica

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