Venezuela exige devolução de ouro retido no Reino Unido
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, voltou a pressionar o Reino Unido para a devolução das reservas de ouro do país. O pedido foi feito durante reunião com o Conselho de Ministros na quarta-feira (28 de outubro de 2026), com foco no Banco da Inglaterra, que mantém o metal precioso sob custódia desde 2019.
Segundo estimativas, aproximadamente 31 toneladas de ouro venezuelano permanecem retidas na instituição britânica, com valor aproximado de US$ 4 bilhões (mais de R$ 21 bilhões em conversão atual). A quantia representa um valor significativo para os cofres do país sul-americano.
Durante o encontro com ministros, Rodríguez foi enfática em sua declaração: “Não há desculpas. É tudo o que tenho a dizer ao Banco da Inglaterra. Eles devem devolver o ouro da Venezuela, que pertence a todos os venezuelanos”. A fala reforça a posição do governo interino venezuelano sobre o tema, que se arrasta há anos nas relações diplomáticas entre os dois países.
Com o objetivo de avançar nas tratativas, a líder venezuelana — considerada herdeira política de Nicolás Maduro — ordenou ação conjunta de dois órgãos governamentais. O Ministério das Relações Exteriores e a Procuradoria-Geral da República receberam instruções para intensificar as gestões junto ao Reino Unido. A medida indica que Caracas pretende pressionar diplomaticamente e através de canais legais pela liberação dos ativos.
O impasse sobre as reservas de ouro da Venezuela no Banco da Inglaterra é consequência das tensões políticas e econômicas entre o país e potências ocidentais. O congelamento dos recursos faz parte de um conjunto de sanções internacionais que afetam a economia venezuelana há anos.
Fonte: Metrópoles Mundo
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