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EUA emite vistos para Flávio Bolsonaro e família

EUA emite vistos para Flávio Bolsonaro e família

O governo dos Estados Unidos confirmou na terça-feira (27 de outubro) que o Departamento de Estado concederá vistos para o senador Flávio Bolsonaro e seus familiares, permitindo a entrada deles no país. A decisão foi anunciada por uma autoridade do órgão após o advogado mexicano Simón Levy, aliado do presidente Donald Trump, afirmar que Washington havia autorizado asilo político ao filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“O Departamento de Estado emitirá vistos para Flávio Bolsonaro e sua família e permitirá a entrada deles nos Estados Unidos”, informou o porta-voz da instituição americana. Porém, a emissão de vistos não equivale automaticamente à concessão de asilo político, tratando-se de procedimentos distintos. A confirmação oficial sobre os documentos migratórios não esclarece se houve decisão formal sobre eventual pedido de proteção internacional.

Mais cedo, Levy publicou nas redes sociais que o governo Trump havia autorizado o asilo político ao senador brasileiro, acusando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de conduzir o Brasil para um regime autoritário. “Posso confirmar que o governo do Presidente Trump autorizou a concessão de asilo político a Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos. O regime autoritário do Brasil ficará furioso”, escreveu o advogado, sem detalhar procedimentos técnicos.

A saída de Flávio do país desencadeou uma reunião de emergência do Partido Liberal na terça-feira em Brasília. Nem todos os integrantes da sigla haviam sido informados da decisão. Participaram das articulações o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e o senador Rogério Marinho, coordenador da campanha presidencial de Flávio.

A partida do senador ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal ordenar, na segunda-feira (26/10), que Flávio entregasse os passaportes à Polícia Federal em 24 horas e proibi-lo de deixar o Brasil. Não cumprindo o prazo, a PF cancelou os documentos na terça-feira. Apesar do descumprimento, o senador não era considerado foragido por não haver mandado de prisão contra ele. Flávio é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz e nega irregularidades.

O episódio ocorreu dois dias após o segundo turno da eleição presidencial, quando Flávio perdeu para Lula por margem superior a 4,4 milhões de votos. Após o resultado, o senador anunciou intenção de pedir anulação da eleição, embora o PL tenha reconhecido o resultado das urnas.

Fonte: Metrópoles Mundo

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