Fim da escala 6×1 pode revolucionar rotina dos clubes brasileiros
O debate sobre o fim da escala 6×1 no Brasil ganhou as arquibancadas e pode mexer – e muito – com a rotina dos clubes de futebol. A proposta, que tramita no Congresso Nacional, prevê mudanças na jornada de trabalho e tem potencial para transformar a forma como times organizam suas atividades diárias.
Segundo o portal VAVEL.com, a eventual aprovação da PEC que encerra o modelo de seis dias trabalhados com um de folga impactaria diversos setores dos clubes brasileiros. Funcionários de bilheteria, segurança, atendimento ao torcedor, limpeza e até profissionais ligados ao departamento de futebol teriam suas escalas revistas.
Estrutura dos clubes pode precisar de adaptação
A mudança obrigaria as diretorias a repensarem a logística de jogos, especialmente em semanas com partidas no meio de semana. Estádios que hoje operam com equipes enxutas nos dias de jogo teriam que ampliar o quadro de funcionários ou redistribuir as cargas horárias para garantir o funcionamento pleno.
Clubes de maior porte, com centros de treinamento que funcionam todos os dias, também sentiriam o impacto. Profissionais de manutenção, cozinha, fisioterapia e outras áreas essenciais para o dia a dia dos atletas precisariam de novos arranjos de trabalho.
Custo operacional pode subir
Especialistas ouvidos pela reportagem do VAVEL apontam que a principal preocupação das administrações é o aumento de custos. Contratar mais funcionários ou pagar adicional por jornadas diferenciadas pode pesar no orçamento, principalmente para times das séries B, C e D, que já operam com margens apertadas.
Por outro lado, defensores da medida argumentam que a melhoria na qualidade de vida dos trabalhadores pode resultar em equipes mais motivadas e produtivas, o que compensaria o investimento a médio prazo.
O futebol brasileiro aguarda os próximos capítulos dessa discussão, que promete movimentar bastidores tanto quanto uma final de campeonato.
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