EUA manifesta solidariedade ao Paraguai em meio à crise do Ueno Bank
A Embaixada dos Estados Unidos no Paraguai divulgou comunicado oficial nesta sexta-feira (6 de novembro) solicitando paz e respeito às instituições democráticas do país. O posicionamento norte-americano ocorre em contexto de instabilidade política que envolve o governo do presidente Santiago Peña após escândalo financeiro que abalou a confiança pública.
Solidariedade americana e apelo institucional
No comunicado, a representação diplomática dos Estados Unidos reforçou sua condição de amigo e aliado histórico do Paraguai, expressando solidariedade ao povo paraguaio durante a crise. A mensagem enfatiza a importância de manutenção da paz e do respeito às estruturas democráticas do país sul-americano neste momento delicado.
Crise do Ueno Bank
O Ueno Bank, instituição financeira de operações digitais, teve suas atividades suspensas em 3 de novembro pelo Banco Central do Paraguai. A autoridade monetária classificou a instituição como insolvente, incapaz de cumprir com seus compromissos financeiros, e iniciou procedimento formal de resolução administrativa.
O Ministério Público paraguaio requereu abertura de investigação criminal contra a instituição, solicitando também a prisão de dirigentes envolvidos. As apurações investigam possíveis irregularidades na gestão do banco e operações de empréstimos concedidos a empresas pertencentes ao grupo controlador, que teriam afetado significativamente o patrimônio da instituição financeira.
Renúncia de autoridade monetária e impeachment presidencial
Carlos Carvallo, que presidia o Banco Central desde 2023, apresentou sua renúncia. Antes de assumir o comando da autoridade monetária, Carvallo havia exercido a presidência do Ueno Bank, fato que intensificou questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse.
Santiago Peña, presidente do Paraguai, também foi impactado pela crise. Ele recebeu um pedido de impeachment do Congresso Nacional. Registra-se que Peña foi acionista da Ueno Holding, empresa vinculada ao grupo controlador do banco, até março de 2025. O Senado paraguaio negou prorrogação de prazo e prosseguirá com a votação do processo de impeachment do presidente.
Fonte: Metropoles Mundo
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