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Santiago Peña enfrenta impeachment no Paraguai após renúncia

Santiago Peña enfrenta impeachment no Paraguai após renúncia

O presidente paraguaio Santiago Peña permanece no cargo apesar de ter anunciado sua renúncia na quinta-feira (5/11). No Paraguai, a renúncia presidencial precisa ser aprovada pelo Congresso. Porém, o legislativo paraguaio não votou a renúncia e optou por abrir um processo de impeachment contra o mandatário.

Nesta sexta-feira (6/11), o Senado paraguaio negou o pedido de Peña para prorrogar em 72 horas a análise do caso. O presidente havia solicitado mais tempo para preparar sua defesa, após receber uma denúncia de 15 páginas acompanhada de aproximadamente 300 páginas de anexos. O pedido foi rejeitado por 39 votos contra e apenas 3 a favor.

Os senadores determinaram que Peña deve apresentar sua defesa às 12h10 (horário local). Para remover definitivamente o presidente do cargo, são necessários os votos favoráveis de dois terços dos 45 integrantes do Senado, ou seja, no mínimo 30 votos. A Câmara dos Deputados já havia aprovado a acusação contra Peña por 78 votos na quinta-feira.

A crise política foi desencadeada pela intervenção do Banco Central no Ueno Bank, ocorrida no início da semana. Segundo o órgão regulador, a instituição apresentava um índice de solvência inferior à metade do mínimo exigido por lei. O banco, com cerca de 3 milhões de clientes, administrava aproximadamente US$ 850 milhões em recursos públicos.

Peña foi acionista do Grupo Vázquez, controlador do Ueno, até março de 2025. A acusação dos deputados aponta possíveis conflitos de interesse e questiona a concentração de recursos do Instituto de Previsão Social (IPS), responsável pelo sistema previdenciário paraguaio, na instituição financeira.

Caso seja condenado, o vice-presidente Pedro Alliana assumirá o comando do país até o final do mandato. A Câmara dos Deputados rejeitou o pedido de impeachment contra Alliana por 48 votos a 30. Paralelamente, o Ministério Público abriu três investigações criminais para apurar possíveis irregularidades na fiscalização e na resolução do banco.

Fonte: BBC Brasil

Fonte: BBC Brasil

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