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Europa enfrenta onda de ameaças de bomba em voos; nenhum explosivo encontrado

Europa enfrenta onda de ameaças de bomba em voos; nenhum explosivo encontrado

Diversos voos sofreram desvios na Europa nesta quinta-feira (5/11) após ameaças de bomba, mobilizando autoridades aeroportuárias e forças aéreas em múltiplos países. Até o momento, nenhum explosivo foi confirmado em qualquer das aeronaves afetadas.

O voo EI402 da Aer Lingus partindo de Dublin com destino a Roma foi desviado para a base aérea de Evreux, no norte da França, após emitir alerta de emergência. A companhia aérea confirmou o pouso seguro e informou estar trabalhando para reacomodar os passageiros. Simultaneamente, a finlandesa Finnair enfrentou duas ameaças: um voo de Helsinque para Roma foi escoltado por caças e pousou normalmente, enquanto outro, com destino a Viena, também registrou ameaça sem maiores consequências.

Adicionalmente, um voo da Wizzair de Milão para Varsóvia foi desviado para Viena após alerta de emergência. Três aeronaves da Ryanair pousaram na Bulgária, com dois tocando em Sófia e um em Plovdiv, conforme informações da imprensa búlgara. Um voo da LOT polonesa de Varsóvia para Bruxelas pousou conforme o previsto, sem objetos suspeitos localizados.

Os episódios desta quinta-feira ocorrem após nova onda de ameaças: na terça-feira anterior, sete aviões foram revistados na Europa. Dois partiram do Reino Unido — um de Manchester para Múrcia e outro de Heathrow em Londres para Varsóvia. Dois voos da Ryanair que decolaram de Dublin e Lisboa foram inspecionados após chegarem em Roma, seguindo denúncias anônimas, sem que explosivos fossem encontrados. Na segunda-feira, um Wizz Air que saía de Luton em Londres foi escoltado por caça húngaro até Budapeste após ameaça durante o voo.

Marco Chan, professor de operações de aviação na Universidade de Kingston e ex-piloto da Cathay Pacific, analisa que essas ameaças são “muito provavelmente falsas, mas o sistema está certo em tratá-las como reais”. Chan sugere que especialistas veem as falsas ameaças como “possivelmente parte de um padrão de ações de baixo custo para perturbar o transporte aéreo, cuja autoria pode ser negada”. Ele ressalva que “ondas de falsas ameaças também podem partir de pessoas que imitam outras ações ou de um pequeno grupo de indivíduos”, mas avalia que “três dias de incidentes são uma amostra pequena demais para distinguir uma ação coordenada de uma onda de imitação”.

O especialista destaca ainda que o “custo para quem faz a ameaça é quase zero”, contrastando com o impacto significativo sobre companhias aéreas, aeroportos e forças aéreas. Já o governo britânico descreveu os episódios como “falsas ameaças mal-intencionadas”.

Fonte: BBC Brasil

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