Motorista de app é resgatado após 3 dias torturado por traficantes no DF
Um motorista de aplicativo de 38 anos, morador de Ceilândia, viveu um verdadeiro pesadelo ao ser sequestrado e torturado durante três dias em um cativeiro localizado no Novo Gama, em Goiás. A vítima foi resgatada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) na quarta-feira (4 de novembro) após investigações que revelaram um crime chocante envolvendo tráfico de drogas e traição.
Como tudo começou
O motorista havia viajado para a casa de um amigo no Novo Gama no sábado (31/10), buscando se afastar de problemas conjugais que enfrentava. Lá, o amigo fez uma compra de crack com um casal de traficantes da região, mas cometeu um erro grave: disse aos criminosos que a droga seria paga pelo motorista. Quando o pagamento não foi feito até o domingo à noite (1º/11), conforme combinado, os traficantes foram atrás da vítima.
Sequestro e torturas
O casal de traficantes invadiu o local onde o motorista estava e iniciou uma agressão brutal. O amigo da vítima, que havia causado toda essa confusão, ainda ajudou os criminosos no sequestro. Durante os três dias em cativeiro, o motorista foi espancado e torturado sistematicamente. Sob ameaças constantes, foi obrigado a gravar vídeos implorando dinheiro aos seus familiares para conseguir ser liberado.
O apelo desesperado
Em um dos vídeos, filmado pelo filho de um dos traficantes, o motorista aparece em situação de extremo sofrimento pedindo: “Por favor, qualquer dinheiro manda para mim, por favor”. As filmagens eram feitas conforme ordens dos criminosos, como forma de pressionar a família e conseguir o resgate.
Resgate e investigação
A PCDF conseguiu localizar o cativeiro após familiares denunciarem o desaparecimento do motorista à polícia. No total, seis pessoas estavam envolvidas no crime: o amigo que comprou a droga, o casal de traficantes, um adolescente de 15 anos responsável por filmar, e mais dois menores, de 13 e 16 anos, que vigiavam o local. Até o momento, apenas os dois adolescentes vigia encarregados da vigilância foram apreendidos. As identidades dos demais suspeitos não foram divulgadas, e as investigações continuam em andamento.
Fonte: Metropoles Geral
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