Flávio Bolsonaro investigado no STF por financiamento de filme
O senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, deixou o Brasil após perder a disputa presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva no domingo, 25 de outubro de 2026. Ele chegou aos Estados Unidos na manhã de quarta-feira, 28 de outubro, após rejeitar os resultados das urnas.
No Brasil, Flávio é alvo de duas investigações no Supremo Tribunal Federal (STF), a corte máxima do país. Os processos envolvem suspeitas de irregularidades no financiamento de um filme biográfico sobre seu pai e alegado esquema de lavagem de dinheiro conectado a negócios de apostas online e transações financeiras ligadas a Willer Tomaz, advogado e amigo do senador.
Quem é Flávio Bolsonaro?
Com 45 anos, o senador mais velho da família Bolsonaro representa Rio de Janeiro na câmara alta. É formado em Direito, casado e iniciou carreira política aos 21 anos como deputado estadual, cumprindo quatro mandatos antes de ser eleito senador em 2018 com mais de 4 milhões de votos. Escolhido pelo pai em dezembro de 2025 para representar o bolsonarismo na eleição presidencial de 2026, foi derrotado no segundo turno.
As investigações contra Flávio
Uma das investigações apura o possível envolvimento do senador em crimes relacionados ao financiamento de “Dark Horse”, um filme biográfico não lançado sobre o ex-presidente. O caso veio à tona seis meses após Flávio anunciar candidatura, após reportagem do The Intercept Brasil, que publicou áudios e mensagens mostrando pedidos de pagamento de R$ 130 milhões para Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master, financiar o projeto.
Documentos obtidos pela G1 e TV Globo confirmam que Vorcaro pagou R$ 61 milhões. Daniel Vorcaro é empresário que dirigia o Banco Master, instituição liquidada pelo Banco Central em 2025. Preso pela Polícia Federal em novembro daquele ano por suspeita de fraude financeira, foi detido novamente em março de 2026 em investigação sobre corrupção, lavagem de dinheiro e intimidação.
Em um dos áudios interceptados, Flávio diz: “Irmão, pensei em mandar esse áudio para você ouvir com cuidado… Sinto desconforto em ficar te cobrando por isso, tá bom?”
Flávio inicialmente negou que Vorcaro tivesse financiado o filme, chamando as perguntas de “ativismo político”. Horas depois, lançou vídeo confirmando o pedido de dinheiro mas negando ilicitude. Em maio, em entrevista à GloboNews, justificou a negação inicial por “acordo de confidencialidade”.
Posteriormente, reconheceu ter visitado Vorcaro durante prisão domiciliar para encerrar negociações sobre o filme. A revista Piauí reportou em setembro pagamento adicional de US$ 1,6 milhão, elevando total para aproximadamente R$ 70 milhões.
Fonte: G1 Política
Fonte: G1 Politica
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