Netanyahu acusa partidos árabes de fraude nas eleições de Israel
O Likud, partido do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, apresentou acusações de fraude eleitoral contra agremiações árabes na quarta-feira (28 de outubro). A legenda alegou que as eleições parlamentares em Israel foram “roubadas” e solicitou investigação das autoridades competentes sobre o processo.
De acordo com a sigla governista, partidos árabes que apoiam o terrorismo e buscam a eliminação do Estado judeu teriam cometido crimes graves, incluindo suborno, ameaças, violência, falsificações de documentos e utilização de softwares proibidos para mobilização de eleitores. O Likud afirmou possuir provas e encaminhou “centenas de depoimentos e evidências” à polícia, ao Shin Bet (agência de segurança interna) e à Comissão Eleitoral, mas não divulgou publicamente nenhuma documentação comprobatória.
As eleições ocorreram na terça-feira (27 de outubro). Com 92% das apurações contabilizadas, o Likud conquistou 53 cadeiras no Knesset (parlamento israelense). A oposição sionista, liderada por Gadi Eisenkot, obteve 48 assentos, enquanto os partidos árabes garantiram 19 vagas. O parlamento possui 120 cadeiras no total, sendo necessária maioria para escolher o primeiro-ministro.
O resultado marca um recorde histórico: é a maior bancada que partidos árabes conquistam em eleições israelenses até o momento. As apurações ainda são preliminares e a distribuição final de vagas pode sofrer alterações.
A situação coloca Netanyahu em posição delicada. As 53 cadeiras do Likud não são suficientes para garantir sua permanência no cargo. Neste cenário, o apoio dos partidos árabes torna-se crucial para a formação de um governo de oposição ao premiê. Alternativamente, Netanyahu pode tentar atrair parlamentares de outras legendas para ampliar sua base de apoio e manter-se no poder.
A Comissão Eleitoral Central de Israel afirmou estar analisando as alegações de irregularidades apresentadas por qualquer partido, incluindo o Likud. Em comunicado oficial, o órgão informou que iniciou sua operação de monitoramento da integridade eleitoral, procedimento padrão em todos os pleitos, e que todas as denúncias relativas à integridade das votações ou possíveis erros nos resultados serão examinadas.
Fonte: Metrópoles Mundo
Publicar Comentário