Netanyahu pode manter poder mesmo com derrota eleitoral em Israel
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, que governa o país desde 2022, possui possibilidade real de continuar no poder apesar de seu grupo político não vencer as eleições gerais realizadas na terça-feira, 27 de outubro de 2026. A situação se deve ao sistema político parlamentarista adotado por Israel.
Conforme as regras do sistema político israelense, um partido ou coalizão precisa conquistar 61 das 120 cadeiras no Knesset, o Parlamento local, para indicar o primeiro-ministro e formar o governo. Historicamente, nenhum grupo alcançou essa maioria absoluta sozinho. Por essa razão, as legendas costumam negociar alianças para atingir o mínimo de assentos exigido em conjunto.
As pesquisas de boca de urna divulgadas após o encerramento da votação revelam um cenário fragmentado, onde nenhuma coalizão conseguiu atingir os 61 assentos necessários. A coalizão de Netanyahu, formada pelos partidos Likud, Shas, Zionismo Religioso, Otzman e Judaísmo Unido da Torá, deve conquistar 57 cadeiras no Knesset, segundo as projeções divulgadas por volta das 2 horas da manhã de quarta-feira, 28 de outubro.
Seu principal adversário político, Gadi Eisenkot, lidera uma coalizão que pode ficar ligeiramente à frente com previsão de 59 assentos. Esse grupo reúne os partidos Yashar, B’Yachad, Democratas e Yisrael Beytenu, com possibilidade de eleger 47 parlamentares segundo a boca de urna.
As 16 cadeiras restantes estão distribuídas entre a Lista Conjunta, com projeção de 12 assentos, e o Ra’am, com 4 lugares. Ambos integram o bloco político liderado por árabes. Diante dessa fragmentação parlamentar, negociações para formação de governo podem se estender, abrindo possibilidades para múltiplos cenários políticos.
Fonte: Metrópoles Mundo
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