Trump questiona eleição brasileira sem provas; Flávio Bolsonaro segue para EUA
O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a questionar a integridade das eleições brasileiras nesta terça-feira (27 de outubro), sem apresentar qualquer comprovação para suas alegações. Em declaração pública, Trump comparou as eleições no Brasil com processos eleitores nos EUA, afirmando que os democratas americanos seriam “provavelmente os maiores fraudadores de eleições da história”, mas ressalvou que o Brasil também estaria “fazendo um bom trabalho nisso”.
“Eu não tomei partido, mas não pareceu muito bom”, declarou Trump, referindo-se ao segundo turno das eleições presidenciais brasileiras realizado no domingo (25 de outubro). Suas declarações não foram acompanhadas de evidências concretas que sustentassem as acusações.
As afirmações de Trump contrastam com avaliações de organismos internacionais que acompanharam o processo eleitoral. Missões de observação presentes no segundo turno, incluindo a da Organização dos Estados Americanos (OEA), avaliaram que a votação e a apuração ocorreram normalmente, elogiando inclusive a capacidade técnica da Justiça Eleitoral brasileira.
Missão internacional
A OEA, entidade que congrega 35 países do continente entre Brasil e Estados Unidos, enviou a maior delegação de observadores já registrada em eleições brasileiras. A missão, coordenada por José Miguel Insulza (ex-secretário-geral da OEA e ex-chanceler do Chile), contou com 88 observadores de 22 nacionalidades no segundo turno e 179 no conjunto das eleições gerais, conforme relatório oficial da organização.
Flávio Bolsonaro nos EUA
Simultaneamente aos questionamentos de Trump sobre a eleição, o senador Flávio Bolsonaro segue em voo rumo aos Estados Unidos, segundo informações da agência Reuters. O movimento ocorre apesar da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que havia ordenado a entrega dos passaportes do senador e proibido sua saída do Brasil.
O governo Trump sinalizou que concederá visto ao senador e permitirá a entrada dele e sua família no território americano, conforme divulgado.
Fonte: BBC Brasil
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